Um fim de semana em Coimbra
Coimbra faz-se em dois dias, e faz-se a pé. É uma cidade de colina, com uma das universidades mais antigas da Europa no topo e o rio Mondego a correr em baixo, e vive-se entre a história de pedra e a energia de uma cidade cheia de estudantes.
Dia 1: a universidade e a cidade alta
Começa pelo alto, pela Universidade de Coimbra, património da humanidade. O Paço das Escolas, com a sua torre e o pátio debruçado sobre a cidade, e sobretudo a Biblioteca Joanina, uma joia barroca de madeiras douradas guardada por uma colónia de morcegos que protege os livros dos insetos, valem a viagem por si só. Compra o bilhete com antecedência, porque a entrada na biblioteca é por horário e esgota. Desce depois pela cidade alta, de ruas estreitas e repúblicas de estudantes, até à Sé Velha, uma fortaleza românica no meio do casario.
A Coimbra dos jardins e do rio
A tarde é para abrandar. O Jardim Botânico, um dos mais antigos do país, é um refúgio de sombra e água mesmo ao lado do centro. Desce ao Mondego e atravessa para a outra margem, onde o Parque de Santa Cruz e a Quinta das Lágrimas, ligada à lenda de Pedro e Inês, oferecem um passeio romântico à beira-rio. Ao fim da tarde, o miradouro do Penedo da Saudade dá uma vista sobre a cidade que explica de repente porque é que tanta gente fica presa a Coimbra.
Dia 2: a comida e o fado
O segundo dia é para a mesa e para a música. Coimbra come bem e barato, das casas de chanfana, o cabrito guisado em vinho, às doçarias conventuais de onde saem os pastéis de Santa Clara e as arrufadas. À noite, o fado de Coimbra, cantado só por homens, de capa negra e voz grave, é diferente do de Lisboa e ouve-se em casas próprias e, às vezes, à porta, nas escadarias da cidade. É uma tradição viva, não um espetáculo para turistas, e vale a pena procurá-la.
A noite académica
Poucas cidades portuguesas têm uma noite tão própria como Coimbra. Feita pelos estudantes, é barata, animada e concentrada, entre repúblicas, bares académicos e as ruas da baixa. Como é uma cidade que recebe muita gente de fora, sobretudo em época de praxe e de festas, também aqui a forma de encontrar companhia mudou: quem chega sozinho, de passagem ou em trabalho, encontra nas páginas de acompanhantes em Coimbra que confirmam cada perfil uma alternativa segura aos classificados de sempre, com a garantia de que a fotografia corresponde a quem aparece. E para quem vem antes conhecer alguém, estes conselhos sobre como ter companhia numa cidade que não é a nossa ajudam a que a noite corra bem.
Escapadelas à volta de Coimbra
Se sobrar tempo, Coimbra é uma boa base para o que fica à volta. A meia hora, as ruínas romanas de Conímbriga são das mais bem conservadas da península, com mosaicos que ainda mostram os desenhos originais. Um pouco mais longe, a Mata Nacional do Buçaco, uma floresta murada plantada por monges, guarda árvores raras, ermidas e um palácio de conto transformado em hotel. E, para poente, o mar da Figueira da Foz está a menos de uma hora, com o seu areal enorme. Qualquer um destes desvios cabe numa manhã ou numa tarde, e transforma um fim de semana na cidade numa escapadela mais completa, com história, floresta e praia a preços de interior.
Perguntas frequentes
Quantos dias são precisos para conhecer Coimbra?
Dois dias chegam para o essencial: a universidade e a biblioteca, a cidade alta, os jardins e uma noite de fado. Quem quiser incluir escapadelas à volta, como o Buçaco ou Conímbriga, deve contar um dia a mais.
É preciso reservar para visitar a Biblioteca Joanina?
Sim. A entrada faz-se por horário e o número de visitantes é limitado, por isso esgota, sobretudo nos fins de semana e no verão. Compra o bilhete com antecedência para não ficar de fora.