Escapadelas de carro a menos de duas horas de Lisboa e Porto
O carro é o melhor amigo da escapadinha. Dá liberdade para parar onde apetece, chega às aldeias e às serras onde o comboio não vai, e transforma a viagem em parte do programa. A partir das duas grandes cidades, duas horas de estrada abrem um mundo de destinos.
A partir de Lisboa
Para norte, uma hora leva a Óbidos e à sua vila medieval murada, e um pouco mais às Caldas da Rainha e à praia de São Martinho do Porto, uma concha de areia quase fechada. Para sul, a ponte abre o caminho para a costa da Arrábida, de água transparente, e para Setúbal e o seu golfinho residente no estuário do Sado. Para o interior, Évora e o Alentejo ficam a hora e meia, de planície, vinho e sossego. Em qualquer direção, Lisboa está rodeada de escapadelas fáceis.
A partir do Porto
O Porto tem a sorte de ter tudo por perto. Para norte, Braga e Guimarães, o berço do país, ficam a menos de uma hora, e o Minho verde estende-se até à fronteira. Para nascente, o Douro começa a menos de hora e meia, com os primeiros socalcos a surgir logo depois de Amarante, terra dos doces conventuais. Para sul, Aveiro e os seus canais estão a quarenta minutos, com a praia da Costa Nova e as suas casas às riscas coloridas mesmo ao lado. É difícil escolher.
Escapadelas de serra
Quem prefere a montanha tem opções em todas as direções. A Serra da Estrela, o ponto mais alto de Portugal continental, oferece neve no inverno e caminhadas no verão, com aldeias de pedra e queijo famoso pelo caminho. Mais perto do litoral, as serras de Sintra, de Montejunto e do Caramulo dão bosques, miradouros e ar fresco a uma hora das cidades. São escapadelas para respirar fundo e trocar o asfalto pela terra.
Escapadelas de mar
A costa portuguesa é comprida e cheia de fugas de fim de semana. A oeste de Lisboa, a linha de Cascais e a Ericeira, capital do surf, chamam quem procura ondas e maresia. A norte do Porto, as praias do Minho são bravas e largas. E entre uma coisa e outra, vilas de pescadores como Nazaré, das ondas gigantes, ou Peniche e as ilhas Berlengas ao largo, valem bem os dois dias. O mar está sempre a menos de uma hora, em quase todo o país.
Dicas para a estrada
Para que a escapadela de carro corra bem, evita as horas de ponta de sexta à tarde e de domingo ao fim do dia, quando as autoestradas enchem. Leva dinheiro ou via verde para as portagens, abastece antes de entrar no interior, onde as bombas rareiam, e descarrega os mapas para funcionarem sem rede. E resiste à tentação de encher o roteiro: uma escapadinha de carro sabe melhor com paragens a mais do que com quilómetros a mais.
Uma escapadela de vinho a duas horas
Se há programa que combina bem com o carro, é uma escapadela de vinho. A partir de Lisboa, a região de Palmela e da Arrábida, ou a de Torres Vedras, ficam a menos de uma hora, com quintas que recebem provas. A partir do Porto, o Douro e o Vinho Verde estão logo ali. E, mais ao centro, o Dão e a Bairrada, a caminho entre as duas cidades, valem um desvio. O carro permite o luxo de dormir na própria quinta, entre as vinhas, e voltar sem pressa no dia seguinte, com o porta-bagagens a cheirar às garrafas que se trouxeram.
Perguntas frequentes
Qual é a melhor escapadela de carro perto de Lisboa?
Depende do gosto: Óbidos e a costa oeste para praia e vila medieval, a Arrábida para mar transparente, Évora e o Alentejo para vinho e sossego. Todas ficam a hora e meia ou menos.
E perto do Porto?
Guimarães e Braga para história, Aveiro e a Costa Nova para canais e praia, e o Douro para vinho e paisagem. Nenhuma passa muito da hora de viagem, o que deixa mais tempo para o destino.